Senhor, desses caminhos cor de neve
Fonte: LIVRO: Antologia Mediúnica do Natal
De onde desceste um dia para o mundo,
Numa visão radiosa, linda e breve
De amor terno e profundo,
Das amplidões augustas dos Espaços,
No teu Natal de eternos esplendores,
Abriga nos teus braços
A multidão dos seres sofredores!...
Que em teu Nome
Receba um pão o pobre que tem fome,
Um trapo o nu, o aflito uma esperança.
Que em teu Natal a Terra se transforme
Num caminho sublime, santo e enorme
Se alegria e bonança!
Apesar dos exemplos da humanidade
Do teu amor a toda a Humanidade,
A Terra é o mundo amargo dos gemidos,
De tortura, de treva e impenitência,
Que a luz do amor de Tua Providência
Ampare os seres tristes e abatidos.
* * *
E em teu Natal, reunidos nós queremos,
Mesmo no mundo dos desencarnados,
Esquecer nossas dores e pecados,
Nos afetos mais doces, mais extremos,
Reviver a efeméride bendita
Da tua aparição na Terra aflita,
Unir a nossa voz à dos pastores,
Lembrando os milagrosos esplendores
Da estrela de Belém,
Pensando em ti, reunindo-nos no Bem
Na mais pura e divina vibração,
Fazendo da humildade
Nosso caminho de felicidade,
Estrada de ouro para a Perfeição!
Autor Espititual: Carmen Cinira
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier
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Filho, não humilhes os ignorantes e os fracos.
Todos somos viajores da vida eterna.
Do berço ao túmulo atravessamos apenas um ato do imenso drama de nossa evolução para Deus.
Por vezes, o senhor veste o traje pobre do operário humilde para conhecer-lhe as duras necessidades, e o operário humilde veste o suntuoso traje do senhor para conhecer-lhe as duras obrigações na tarefa administrativa.
Quando um homem menospreza as oportunidades de tempo e dinheiro que o Céu lhe confia, volta ao mundo em outro corpo, experimentando a escassez de tudo.
Não escarneças do aleijado. Tua boca poderá cobrir-se de cicatrizes.
Não recolhas os bens que te não pertencem. Teus braços são suscetíveis de caírem paralíticos, sem que possas acariciar o que é teu, provisoriamente.
Não caminhes ao encontro do mal, porque o mal dispõe de recursos para surpreender- te, talvez com a perturbação e com a morte.
Ajuda e passa adiante, expandindo um coração compassivo para com todas as dores e cheio de amor e perdão para todas as ofensas.
Quando não puderes louvar, cala-te e espera, porque a língua viciada na definição dos defeitos alheios regressa ao mundo em plena mudez.
Quem chega através de um berço risonho, na maioria dos casos é alguém que torna ao campo da carne, a fim de restaurar-se e aprender.
Assim como a flor se destina ao fruto que alimenta, o teu conhecimento deve produzir a bondade que constrói e santifica.
Lembra-te de que longo é o caminho e que necessitaremos trocar de corpo, na direção da vitória final, tantas vezes quantas forem precisas, até que a indispensabilidade da vestimenta física se desvaneça com as encarnações sucessivas.. .
Colheremos da sementeira que fizermos.
Não desprezes, assim, os menos felizes.
O malfeitor e o vagabundo que se deixaram escravizar pelos demônios da preguiça são igualmente nossos irmãos. Ajudemo-los, através de todos os meios ao nosso alcance.
Nem sempre o verdadeiro infortunado é aquele que se debate num leito de sofrimento. Não olvides o infeliz bem trajado que cruza as avenidas da ignorância, sem paz e sem luz.
Filho meu, voltaremos ainda à Terra, provavelmente, muitas vezes...
O serviço de redenção assim o exige.
Ama a todos.
Auxilia indistintamente.
Semeia o bem, à margem de todas as estradas.
Recorreremos ao amparo de muitos. É da Lei do Senhor que não avancemos sem os braços fraternos uns dos outros.
Prepara, desde agora, a colaboração de que necessitarás, a fim de prosseguirmos, em paz, montanha acima! Sê irmão de todos,
para que te sintas, desde hoje, no centro da grande família humana, e o Senhor Supremo te abençoará.
Neio Lúcio
(Do livro "Alvorada Cristã, 33, Francisco C. Xavier)
IN: Instituto André Luiz
http://www.institutoandreluiz.org/
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Você costuma dizer "não" aos seus filhos?
Considera fácil negar alguma coisa a essas criaturinhas encantadoras e de rostos angelicais que pedem com tanta doçura?
Uma conhecida educadora do nosso País alerta que não é fácil dizer não aos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los.
Afinal, nos perguntamos, o que representa um carrinho a mais, um brinquedo novo se temos dinheiro necessário para comprar o que querem? Por que não satisfaze-los?
Se podemos sair de casa escondidos para evitar que chorem, por que provocar lágrimas?
Se lhe dá tanto prazer comer todos os bombons da caixa, por que faze-lo pensar nos outros?
E, além do mais, é tão fácil e mais agradável sermos "bonzinhos"...
O problema é que ser pai é muito mais que apenas ser "bonzinho" com os filhos. Ser pai é ter uma função e responsabilidade sociais perante os filhos e perante a sociedade em que vivemos.
Portanto, quando decidimos negar um carrinho a um filho, mesmo podendo comprar, ou sofrendo por lhe dizer "não", porque ele já tem outros dez ou vinte, estamos ensinando-o que existe um limite para o ter.
Estamos, indiretamente, valorizando o ser.
Mas quando atendemos a todos os pedidos, estamos dando lições de dominação, colaborando para que a criança aprenda, com nosso próprio exemplo, o que queremos que ela seja na vida: uma pessoa que não aceita limites e que não respeita o outro enquanto indivíduo.
Temos que convir que, para ter tudo na vida, quando adulto, ele fatalmente terá que ser extremamente competitivo e provavelmente com muita "flexibilidade" ética, para não dizer desonesto.
Caso contrário, como conseguir tudo? Como aceitar qualquer derrota, qualquer "não" se nunca lhe fizeram crer que isso é possível e até normal?
Não se defende a idéia de que se crie um ser acomodado sem ambições e derrotista. De forma alguma. É o equilíbrio que precisa existir: o reconhecimento realista de que, na vida às vezes se ganha, e, em outras, se perde.
Para fazer com que um indivíduo seja um lutador, um ganhador, é preciso que desde logo ele aprenda a lutar pelo que deseja sim, mas com suas próprias armas e recursos, e não fazendo-o acreditar que alguém lhe dará tudo, sempre, e de "mão beijada"
Satisfazer as necessidades dos filhos é uma obrigação dos pais, mas é preciso distinguir claramente o que são necessidades do que é apenas consumismo caprichoso.
Estabelecer limites para os filhos, é necessário e saudável.
Nunca se ouviu falar que crianças tenham adoecido porque lhes foi negado um brinquedo novo ou outra coisa qualquer.
Mas já se teve notícias de pequenos delinqüentes que se tornaram agressivos quando ouviram o primeiro não, fora de casa.
Por essa razão, se você ama seu filho, vale a pena pensar na importância de aprender a difícil arte de dizer não.
Vale a pena pensar na importância de educar e preparar os filhos para enfrentar tempos difíceis, mesmo que eles nunca cheguem.
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O esforço pela educação não pode ser desconsiderado.
Todos temos responsabilidades no contexto da vida, nas realizações humanas, nas atividades sociais, membros que somos da família universal.
(Do livro "Repositório de Sabedoria" vol I, Educação)
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Aquele que estiver sem pecados atire a primeira pedra.
Jesus.
Que me importa saber se o poeta nasceu em Belém? Não são todos os lugares santificados? Que alteração traz para o poema do monte, se ele foi recitado na planície ou no planalto? Ficaria o poeta menor, por não ser filho de Davi? Teria menor valor a sua obra se ele fosse fruto de uma concepção, ou seria isso um ato de humildade que mais o engrandeceria? Na verdade, o bom fruto é invariavelmente nascido de uma árvore boa. Interessa-nos profundamente o que o poeta disse e fez; tudo o mais é secundário, polêmica inócua.
Os que se apegam a esses detalhes, fantasiando, mistificando ou divinizando a figura do poeta que quis ser o filho do homem, desviam-se da verdadeira substância da boa nova, que são seus ensinamentos. Para nós, o poeta não é Deus e nunca quis que assim o considerassem. Ele foi o Espírito de maior magnitude que nos visitou, em missão específica de nos trazer uma nova visão de Deus. Ele é o farol da Humanidade, o modelo de perfeição a ser seguido e imitado. Daí a ser Deus a distância é incomensurável.
"Por que me chamais de bom? Bom só Deus o é". "Na casa do meu Pai há muitas moradas". "Olhai as aves no céu, não semeiam nem ceifam, mas nosso Pai Celestial as alimenta". Dezenas de vezes, em sua obra poético-moral-filosófica, Jesus denominou-se filho do homem; portanto, filho de Deus, como qualquer um de nós. Um irmão nosso mais experiente, mais sábio, de maior destaque na evolução espiritual. Alguém conhecedor profundo das leis que regem o planeta, um cientista sideral, um dirigente de mundos, um coordenador responsável pela evolução de um planeta, plasmando com seu amor a beleza que o sustentará.
Foi nessa condição, de responsável pela criação e evolução da Terra, que Jesus nos visitou em corpo e Espírito, sem derrogar as leis (Não vim destruir a lei), inclusive as genéticas. Sabia que iria sofrer, desde as intempéries e agressões do meio, até a ignorância de seus irmãos. Mas poeta não se intimida com sofrimento, faz dele mais um motivo de inspiração para sua arte. E veio das estrelas. Não é onde moram os poetas? E trouxe o poema do amor maior para a Terra. "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque serão fartos". "Bem-aventurados os misericordiosos, porque obterão misericórdia". Ah! Poeta. Pastor divino, médico de nossas almas, companheiro de todos os instantes, a fome de justiça ainda é a maior entre nós. Sem justiça, nunca haverá o afago da paz. Ajuda-nos em nossa fragilidade. Ensina-nos a nos esquecer de lembrar de você apenas no Natal, para levá-lo conosco em qualquer caminho, mesmo o da prisão ou da morte por amor à Justiça. Poeta! Às vezes acordamos com saudade de você. Até parece que um dia o conhecemos. No entanto, sabemos que essa sensação é por associá-lo a um pôr-do-sol, uma flor, uma chuva... Sabemos que não voltarás fisicamente para nós em nossa casa. Como poderia vir, se estará conosco até o final dos séculos? Está conosco em Espírito e verdade e isso é tudo. Caso você retornasse fisicamente e fosse para um templo espírita, muitos atirariam pedras, e embusteiro seria o seu nome. Mas se optasse por ir a uma igreja, outros templos enviariam protestos, e farsante seria o seu nome. Caso nao se definisse por uma religião (rótulo) qualquer, a grande maioria o acusaria, e mistificador seria o seu nome. Você teve muitos nomes: místico, profeta, carpinteiro, filho de Deus... mas para nós, você sempre foi o poeta da vida. "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida". A sua obra é um hino à vida. Corram os anos, dobrem-se os sinos sobre infinitas sepulturas, nesse trespassar de berço e túmulo, você será sempre o nosso poeta favorito.
"Dai a César o que de César e a Deus o que é de Deus". É ainda a Justiça, o respeito aos direitos de cada um a pedagogia cativante do amor ao próximo. Todos temos direitos e deveres. É preciso que os pratos da balança se equilibrem, assim como Deus faz com o Espírito do homem, obedecendo a proporção entre o fardo e o ombro. É a compaixão. "Qual de vós que tendo cem ovelhas e perdendo uma, não deixa as 99 e vai atrás da ovelha perdida?" Ninguém está órfão da lei de amor. Embora, muitas vezes, sem ser notado, o amor lhe siga os passos exercendo a função que lhe é própria: amar.
É a solidariedade. "Vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei". É a dor. "E deram-lhe chicotadas... e puseram-lhe espinhos". É o perdão. "Pai! perdoa-lhes pois não sabem o que fazem" É a morte. "E um soldado lhe cravou a lança" É a vida. "Olha as minhas mãos! E Tomé as tocou". Poeta! acho que nunca saberemos o que foi feito com o seu corpo. Um corpo morto se decompõe e seus elementos voltam à terra. É o pó que volta ao pó. Mas que nos importa isso? Você provou a existência do corpo espiritual, o mesmo com que aparecia em ambientes fechados e, às vezes, sob aparência não identificada pelos próprios discípulos. Depois você se foi de vez para a sua estrela, de onde vela por nós. E a sua cruz, antes tida apenas como instrumento de flagelação, passou a ser luminoso sinal de ascensao para mundos felizes.
Nós nos veremos um dia, poeta! Um dia em que o som seja de flauta, o branco seja neve e o amor dos homens haja destruído todos os punhais. Um dia em que possamos ouvir de você:
"A felicidade já é deste mundo".
(Do Livro "Vinte Temas Espíritas Empolgantes" - Luiz Gonzaga Pinheiro).
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